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 Marisa Palacios: Quando a sociedade civil debate qual SUS ela quer

Marisa Palacios: Quando a sociedade civil debate qual SUS ela quer

26-08-2026

Por Outra Saúde

A realização da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde, no Rio de Janeiro, representa uma oportunidade singular para a sociedade se manifestar sobre o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS). Para Marisa Palacios, presidenta da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), o evento é crucial para definir “que saúde e que SUS a população brasileira quer”.

“Em primeiro lugar, a defesa do SUS é inegociável: nessas eleições, precisamos eleger pessoas comprometidas com sua proteção. Mas não basta defender a existência do SUS. Precisamos dizer em alto e bom som que país e que sistema de saúde queremos, e como avançar nesse sentido”, questiona Palacios, que também é médica e professora titular de Bioética da UFRJ.

O fortalecimento do controle social é o pilar da segunda edição da Conferência, que acontece nesta sexta-feira (28). Palacios enfatiza a necessidade de participação em todos os níveis: “Precisamos abrir espaço de participação em todos os estabelecimentos de saúde, escolas, empregos, sindicatos. A vida associativa é o caminho, começando na família, comunidade religiosa, de bairro, da favela, nas culturais, estudantis e de trabalhadores. É nesse convívio que aprendemos a solidariedade e o respeito às diferenças, mesmo na divergência.”

“Encontrar os caminhos comuns é parte fundamental do esforço para a manutenção da vida digna para todos. A participação nas decisões, seja no tratamento de saúde ou nas mudanças organizacionais e condições de trabalho, com respeito às diferenças e diálogo, é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária. Esse é o espírito das conferências e da nossa Frente pela Vida”, resume a presidenta da SBB.

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